Nova York, 23 (AE-AP) - Pondo fim às dúvidas dos democratas sobre se postularia ou não a candidatura do partido ao Senado pelo Estado de Nova York, a primeira-dama americana, Hillary Clinton, afirmou hoje (23) a partidários que disputará a eleição.
Foi a primeira vez que ela se manifestou sobre o assunto desde que retornou de uma politicamente turbulenta e criticada viagem pelo Oriente Médio. Durante o período em que esteve fora, dirigentes democratas chegaram a sugerir a Hillary que desistisse da disputa.
Judeus de Nova York criticaram a presença dela num discurso no qual a mulher do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, criticava asperamente Israel. Em outro erro de estratégia política, Hillary criticou, na semana passada, os pedidos de clemência para nacionalistas porto-riquenhos presos.
Até mesmo os dirigentes do partido que lhe ofereciam mais apoio passaram a pressioná-la para que definisse logo sua candidatura e se lançasse à campanha.
A mulher do presidente Bill Clinton manifestou seu interesse em concorrer ao Senado por Nova York há mais de um ano, mas, até agora, não se declarara candidata de forma pública e direta. Há seis meses, ela autorizou seus assessores a instalar um "comitê exploratório" para saber se teria ou não condições de arrecadar fundos para a campanha.
"A resposta é sim, penso em candidatar-me", disse hoje a primeira- dama, numa entrevista coletiva. "Chegou a hora de começar. Viajarei pelo Estado em campanha eleitoral."
Há meses, os Clintons compraram uma casa em Nova York para registrar como domicílio eleitoral de Hillary.
O principal obstáculo às pretensões da primeira-dama, no entanto, é o seu provável opositor republicano, o prefeito da cidade de Nova York, Rudolph Giuliani. Com um alto grau de aprovação no município, Giuliani vem tentando, desde o começo do ano, caracterizar Hillary como uma forasteira que pretende usar o Estado como plataforma para seu projeto político.

mockup