Pequim, 23 (AE-AP) - A China condenou hoje (23) outros 12 membros do proscrito grupo religioso Falun Gong a trabalhos forçados por praticar exercícios de meditação em público, desafiando uma proibição, informou um grupo para os direitos humanos com sede em Hong Kong.
Ao todo, o número de seguidores da Falun Gong sentenciados em todo o país a trabalhos forçados - condenação que pode ser aplicada sem julgamento - pode chegar a mais de 2 mil, segundo membros em Pequim do Centro de Informações para os Direitos Humanos e a Democracia.
Somente em uma instalação, um campo feminino de trabalhos na Cidade de Changchun, na Província de Jilin, há 150 seguidoras da seita, com sentenças variando de 1 a 3 anos.
Uma das mulheres presas lá, Sun Xiuzhi, está entre as oito seguidoras da Cidade de Liaoyuan - 120 quilômetros ao sul de Changchun - condenadas hoje a trabalhos forçados.
Outras quatro integrantes da seita - Wang Jingling, Tao Chunlian, Cheng Liping e Li Chunhua, todas da cidade de Qiqihaer, na vizinha província de Heilongjiang - também estão entre as sentenciadas.
De acordo com o Centro de Informações, todas as 12 mulheres foram condenadas por praticar os exercícios da Falun Gong em público, apesar da proibição imposta em julho, quando o governo declarou o movimento religioso uma ameaça à sociedade.
Segundo seus seguidores, a filosofia da seita - que mescla exercícios de meditação, budismo e taoísmo e foi criada por Li Hongzhi, que vive nos Estados Unidos - é promover a saúde e a boa cidadania. Mas, para o governo, a Falun Gong é uma seita satânica com ambições políticas que levou 1.400 praticantes à morte por impedi-los de buscar ajuda médica.

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