Roma, 23 (AE-ANSA) - As pessoas em idade de se aposentar serão, dentro de 25 anos, 70 milhões a mais que agora, enquanto que o número daqueles em idade de trabalho crescerá apenas em 5 milhões, afirma um estudo difundido hoje (23) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa 29 dos países mais industrializados do mundo.
Esta grave lacuna entre pessoas prontas para a aposentaria e para o trabalho, nos países industrializados, refletirá a aposentadoria da geração chamada de "baby-boom" e se fará sentir entre 2010 e 2030, afirmam especialistas da OCDE.
De acordo com o estudo, este fenômeno repercutirá nas economias das nações industrializadas e, "muito possivelmente"
será uma ameaça ao nível de vida da população dessas nações.
A magnitude do envelhecimento da população se reflete, por outro lado, no fato de que nos últimos 25 anos o número de pessoas com mais de 65 anos cresceu 45 milhões, diante de 120 milhões de pessoas em idade de trabalho.
Na Itália, por exemplo, as estimativas indicam que em 2038 a população entre 60 e 74 anos será de 25,2% do total e aquela com mais de 74 anos responderá por 14%.
A "receita" da OCDE para evitar um conflito entre gerações e impedir um aumento da dívida pública interna se baseia em alguns princípios-chave, ou seja, mudanças estruturais em campos como o regime de aposentadoria, no mercado de trabalho, na saúde pública e no sistema financeiro.
Segundo os especialistas da organização, antes de tudo é necessário eliminar os "incentivos" que atualmente favorecem as aposentadorias em idades consideradas jovens, em particular no setor público.

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