Assunção, 23 (AE-AP) - A justiça militar informou hoje (23) que aumentou de oito para 14 o número de oficiais do Exército presos depois de uma frustrada tentativa de golpe de Estado inspirado, segundo seus inimigos, pelo exilado ex-general Lino César Oviedo.
O ministro da Defesa Nelson Argaña voltou a dizer hoje que o caso não foi qualificado como tentativa de golpe, mas como "faltas graves de indisciplina".
Ele confirmou também a declaração de ontem do presidente Luis González Macchi, dando conta que as prisões ocorreram por causa da difusão da informação de que Oviedo, exilado na Argentina, teria entrado clandestinamente no país.
Argaña afirmou que no momento não haverá mais prisões, mas não descarta que durante as investigações surjam novos envolvidos, entre eles um grupo de generais aposentados que demostraram meses atrás sua adesão a Oviedo.
O general aposentado Eugenio Morel, assessor para assuntos militares da Câmara dos Deputados, disse hoje que "deve haver mais ramificações deste suposto levante".
"Não é possível que um grupo de oficiais de baixa hierarquia tenha tentado, por decisão própria, tomar o comando da Artilharia", disse Morel.
O deputado Alfonso González, do Partido Colorado, afirmou que os comandantes de unidades da Cavalaria, pertencentes ao Primeiro Corpo do Exército, estão incomodados com um projeto de lei que propõe reduzir seus salários.
"Tanto os deputados como os senadores concordam com a reforma das Forças Armadas e, em especial, a retirada da área urbana das unidades de Cavalaria", disse González.
Na história política do Paraguai, os oficiais desta arma foram os promotores da maioria dos golpes de Estado.





