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terça-feira, 23 de novembro de 1999
Por Luciana Garbin 
São Paulo, 23 (AE) - Com pelo menos um ano de atraso, o prefeito Celso Pitta inaugurou hoje o piscinão Caguaçu, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. A obra, que havia sido prometida para o fim do ano passado, visa amenizar um problema que há muito tempo incomoda quem vive às margens da bacia do Aricanduva: conviver com as enchentes.
"Com esse piscinão e o Limoeiro, que será inaugurado em fevereiro, 50% dos problemas do Aricanduva estarão resolvidos", assegura Pitta. Ao contrário do piscinão Pacaembu, que é coberto
o reservatório do Caguaçu fica ao ar livre. Tem capacidade para armazenar 310.000 metros cúbicos de água, aproximadamente o volume do lago do Parque do Ibirapuera, na zona sul, e custou cerca de R$ 9,96 milhões. Ocupando uma área de 125.000 metros quadrados, represa a água por meio de uma barragem e seu esvaziamento ocorre de maneira gradativa.
Segundo os técnicos da Secretaria Municipal de Vias Púlbicas, a idéia foi reduzir a atual vazão de 90 metros cúbicos por segundo para 30 metros cúbicos e, dessa forma, mandar menos água para o Rio Aricanduva e, consequentemente, para o Tietê. Após o término das chuvas, o reservatório levará cerca de 12 horas para escoar seu volume.
Para resolver de vez a questão das inundações na região, porém, falta canalizar os Córregos Franquinho, Machados, Itaquera, Inhumas e Taboão e terminar pelo menos mais três piscinões: os Aricanduva I, II e III. Como a previsão é de que as obras dos reservatórios só sejam concluídas no fim do próximo ano, a população teme ter problemas com as chuvas de verão. Para muitos moradores, as enchentes podem ser substituídas por outros incômodos, como o mau cheiro, a sujeira e os ratos.
O piscinão Caguaçu integra o programa de Canalização de Córregos, Implantação de Vias e Recuperação Ambiental e Social de Fundos de Vales da Secretaria de Vias Públicas. O projeto deve custar US$ 544 milhões. Parte do orçamento - US$ 302 milhões - foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Defesa - O prefeito dedicou a obra à população que sofre com as enchentes no Aricanduva e aproveitou para reclamar. "Falam mal do Pitta, dizem que ele não faz nada, mas a obra esta aí; para tudo que há de errado nessa cidade querem encontrar bode expiatório", disse. "Mas governar é isso: é não se intimidar diante de calúnias e maledicências." Sobre sua situação com a primeira-dama, Nicéa, declarou: "O meu casamento vai bem, obrigado."


