Brasília, 23 (AE) - A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), principais fabricantes de armas do País, vão suspender as exportações para o Paraguai, considerado porta de entrada do contrabando de armas no Brasil. A decisão foi anunciada hoje pelos presidentes da Taurus, Carlos Alberto Paranhos Murgel, e da CBC, Antônio Marcos Moraes Barros, em audiência com o ministro da Defesa, Élcio álvares.
As duas fabricantes de armas, que vendem por ano ao Paraguai apenas 400 das 200 mil produzidas no País, optaram pela suspensão das exportações, mas cobram do governo federal medidas de combate ao contrabando. "A saída é aumentar a fiscalização na fronteira", disse Carlos Murgel, também presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munição do Brasil.
Venda - Em documento entregue ao ministro eles reclamam da carga fiscal incidente sobre armas e munições, além de considerarem "completamente desnecessário" o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados proibindo a venda de armas no País. Para os representantes das fábricas, o projeto em discussão na Câmara irá beneficiar a indústria americana. Segundo Murgel, os Estados Unidos exportam para o Brasil cerca de 4 mil armas por ano.

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