Recife, 23 (AE) - O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) premiou hoje sete iniciativas bem-sucedidas de combate à desertificação. Duas na áfrica e cinco são na América Latina - México, Cuba, Peru, Equador e Chile . De acordo com o diretor do PNUMA, Klaus Toepfer, "com um quarto da população mundial vivendo ainda em estado de absoluta pobreza, temos uma urgência sem precedentes em encontrar soluções persistentes ".
No México, foi premiado o Centro Piloto de Conservação de Solos e Desenvolvimento Rural, El Dexthi, da região de Hidalgo, por seus trabalhos com tecnologias de controle de erosão e captação de água. Em Cuba, o destaque foi para a "Luta contra a desertificação e desastres em Guantanamo", pela implementação de projetos de florestamento, manejo agroflorestal e otimização da irrigação.
No Peru, destacou-se a reabilitação de terraços irrigados na região andina, onde antigas técnicas indígenas foram recuperadas e combinadas a tecnologias mais modernas, gerando maior produtividade nas culturas de alimentos e uma distribuição mais equitativa das águas. No Equador, o controle de erosão em encostas inclinadas também foi premiado. Plantas utilizadas pelos indígenas e de valor comercial - como as frutas opuntia e cochineal - foram utilizadas nos chamados "cercados biológicos". No Chile, as atividades de luta contra a desertificação se concentraram na região de Coquimbo, com sistemas de captação e otimização da água, energia solar, visando a auto-suficiência.
Os dois projetos africanos premiados são do Quênia e de Gana. No Quênia, a região de Mei-Mei demonstrou ser possível integrar tecnologias tradicionais e modernas para aumentar a disponibilidade de água e combinar projetos de irrigação e manutenção da diversidade biológica. E em Gana, a degradação do solo foi controlada, na região de Suntaa-Nuntaa, com projetos agroflorestais e de valorização da cultura tradicional.

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