São Paulo, 23 (AE) - O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, disse hoje que os postos de gasolina que se dedicam apenas à venda de combustível, principalmente nas grandes cidades, têm vida curta. "Os estabelecimentos que não agregarem outros serviços vão desaparecer."
Segundo o Sincopetro, o faturamento das bombas de combustíveis crescem em média de 15% a 20% com as lojas de conveniências. Nos últimos dois anos, as redes dessas lojas tiveram um crescimento de 60%. Hoje, no Brasil existem 2.100 estabelecimentos dessa natureza, sendo 1.200 lojas de grande porte. "Essa é uma tendência mundial", explicou Gouveia.
Segundo ele, a saída para os pequenos postos será agregar algum serviço ou comércio ao estabelecimento, adaptando-se às necessidades da região. Gouveia acredita que, em pouco tempo os postos de gasolina vão se transformar em postos de serviços, com banco 24 horas, loja de conveniência, videolocadora, padaria, lavanderias, farmácia, banca de jornal, floricultura, pequenas mecânicas e recuperação de lataria de automóveis. "A união de vários serviços em um único lugar, com segurança e fácil acesso, é uma nova moda que veio para ficar, em função da comodidade para o usuário."
Atualmente, a construção de megapostos em São Paulo encontra dificuldade pela indisponibilidade de terrenos. Não há espaço livre na cidade para postos desta dimensão e os novos projetos poderão enfrentar entraves da lei de zoneamento da capital.
Auto-serviço - O presidente do Sincopetro disse ainda que em dois anos todos os postos self-service do País deixarão de existir ou terão se adaptado ao sistema tradicional. A proibição de funcionamento desses postos foi aprovada pela Câmara e, está em tramitação no Senado. Gouveia afirmou que com a aprovação da medida 7.200 empregos serão poupados.

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