Brasília, 23 (AE) - As obras da segunda etapa da Ferrovia Norte-Sul, que liga Estreito, no Maranhão, até Senador Canedo, em Goiás, estão embargadas desde hoje, por determinação da Polícia Federal. O procurador da República no Tocantins, Mauro Lúcio Avelar, pediu que as obras fossem interrompidas por falta de licença ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o que configuraria crime federal.
Foram presos no canteiro de obras em Porto Franco (MA) dois funcionários da Valec, estatal responsável pela construção. Logo depois de terem prestado depoimento em Araguaína, no Tocantins, o superintendente de construção, Exequiel Nogueira, e o coordenador de meio ambiente da Valec, Luís Fernando dos Reis foram soltos mediante o pagamento de fiança de R$ 150,00.
"Só vamos retomar a obra depois de esclarecer que nossas licenças ambientais obtidas no Tocantins, Maranhão e Goiás permanecem válidas", afirmou o presidente da Valec, Luiz Raimundo Azevedo. Ele explicou que a superintendente do Ibama, Marília Marreco, convalidou as licenças ambientais da obra até o próximo ano. "Vamos examinar a questão sob ponto de vista jurídico", disse Azevedo.
A primeira etapa da obra, que liga Imperatriz até Estreito, no Maranhão, foi inaugurada em setembro e está em plena operação desde o dia 29 de outubro. Esta etapa fez parte do Programa Brasil em Ação. A segunda etapa, até Goiás, faz parte do Plano Plurianual (PPA) e do projeto Avança Brasil, do governo federal. No segundo semestre do próximo ano, o governo pretende privatizar a Valec.

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