Ituverava, SP, 23 (AE) - Ex-proprietários, gerentes e funcionários do Banco Bandeirantes deixaram de comparecer na Justiça Federal de Uberlândia (MG) para depor na tarde desta terça-feira sobre a cobrança de taxas e retiradas indevidas de contas correntes.
O processo está sendo movido por 14 correntistas do banco da cidade, que, juntos, tiveram prejuízo aproximado de R$ 15 milhões. Os indiciados não deram explicação sobre a ausência e a juíza da 1ª Vara Federal, Luciana Pinheiro Costa, disse que vai cobrar o esclarecimento e marcar nova data para os depoimentos.
Entre 1992 e 1997, grandes correntistas começaram a perceber débitos não autorizados em suas contas. Segundo o empresário Manuel Inácio, o banco fabricava dívidas e maquiava as cobranças de juros, seguros, entre outras. "Em três anos, foram mais de mil lançamentos irregulares apenas na minha conta", disse Inácio, que gira cerca de R$ 500 mil por mês com a venda de dois supermercados. Segundo ele, o valor "extorquido" chega a R$ 3 milhões. Ele vendeu os dois supermercados e hoje é apenas gerente das lojas.
Todos os casos foram investigados pela Polícia Federal e pelo Banco Central, que constataram as fraudes da única agência do bandeirantes na cidade. Ao todo, são 16 pessoas indiciadas e acusadas de falsidade ideológica, crime contra o sistema financeiro, estelionato e formação de quadrilha. Se condenados, cada um poderá pegar até 16 anos de prisão.





