São Paulo, 23 (AE) - As projeções de inflação média para novembro e dezembro subiram novamente, segundo pesquisa do BNDES com Citibank, CSFB-Garantia, MCM Consultores Associados e Rosenberg & Associados. Apesar da alta observada de uma semana para outra, prevalece a expectativa de que a variação média dos preços cairá quase à metade de novembro para dezembro. A expectativa é que o álcool - um dos grandes vilões da alta de preços em outubro e novembro - pare de subir.
Considerando a composição de três índices (IPC-Fipe, IPCA e IGPM), a inflação média deve recuar de 1,30% para 0,74%. Na semana anterior, porém, as mesmas fontes consultadas pelo IBGE apontavam projeções de 1,09% para novembro e 0,65% para dezembro. Considerando a média de taxas sinalizada pelas quatro instituições, em novembro o IPC-Fipe deve ficar em 1,05%; o IPCA
em 0,91%; e o IGPM, em 1,95%. Para dezembro, os valores médios são de 0,63% para o IPC-Fipe; 0,59% para o IPCA; e 1% para o IGPM.
O economista José Augusto Savasini, da Rosenberg & Associados, avalia que o atual movimento de preços exige redobrada atenção do governo porque dentro dos índices no atacado, está em curso uma clara mudança de comportamento do índice industrial e do índice agrícola. "A elevação atual dos índices de preços no atacado é diferente da que ocorreu nos primeiros meses do ano e é grande a chance de os IPCs avançarem ao encontro dos IPAs", observa. Savasini esclarece que isso não significa um desastre em termos econômicos. No primeiro semestre
disse, o IPA-Industrial e o IPA-Agrícola sofreram o impacto do ajuste cambial e subiram, mas a queda dos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional não só freou como deprimiu os preços agrícolas domésticos.
Simultaneamente, o IPA-Industrial deu uma baqueada, mas recuperou seu fôlego no segundo semestre.

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