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terça-feira, 23 de novembro de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 23 (AE) - A indústria de capacetes para motocicletas vive a euforia da fiscalização imposta pelo Código Brasileiro de Trânsito. O setor vai vender este ano 950 mil unidades, volume ligeiramente abaixo do ano passado, quando as vendas aumentaram mais de 50% como resultado da nova lei. Mas novos fabricantes estão chegando no mercado e o setor se prepara para um crescimento entre 10% e 15% no ano 2000.
Antes da regulamentação do código, existiam no Brasil menos de meia duzia de fabricantes de capacetes. Hoje, são 22 empresas, das quais 12 produzem no Brasil e o restante importam o produto da Itália, ásia e a partir dos próximos meses do Japão. A tendência é este número crescer. Segundo o presidente da Associação Nacional da Indústria de Capacetes (Anfic), Rubson Alves, quatro novas empresas devem se instalar no País até o início do ano.
O mercado tem produtos para todos os gostos e bolsos. Segundo Alves, existem hoje no País 130 modelos. Os chamados capacetes "populares", custam em torno de R$ 70,00. Esses modelos absorvem 80% do mercado. Os modelos importados custam entre R$ 400,00 e R$ 500,00. Mas, existem capacetes que custam metade do preço de uma moto. Entre os chamados "top de linha", os mais luxuosos chegam a custar R$ 1.200,00. São modelos especiais com tratamento anti-embassante e anti-risco.
A indústria tenta impor modismos para aumentar as vendas. Os fabricantes estão lançando modelos coloridos para atrair o consumidor. Mas o motociclista brasileiro ainda prefere as cores que combinam com a sua moto, embora, a maioria ainda utiliza o equipamento por exigência da legislação.
Segundo o presidente Anfic, a obrigatoriedade é o principal fator de vendas hoje, seguido pelo receio da fiscalização. "Mas o motoqueiro começa a se conscientizar e principalmente o executivo utiliza a moto no fim de semana gosta de caprichar no equipamento de segurança" disse Alves.
Um capacete bem conservado pode durar mais de sete anos. Mas o fabricante recomenda a troca a cada três anos para que a perda de maleabilidade e de resistência não comprometam a segurança.
Como a maior parte da matéria prima é feita de produtos importados, o setor encerrou o ano com aumento de custos de insumos de 30% em média. Uma parte dos fabricantes já repassou o percentual para os preços. A fabricação do produto é basicamente artesanal. A líder do mercado - Starplast - que produzirá este ano 360 mil unidades, tem 120 funcionários.


