Brasília, 23 (AE) - O governo venderá álcool de seus estoques para baixar os preços nas bombas. No primeiro leilão, previsto para o início de dezembro, serão ofertados 50 milhões de litros. "Com a medida, o governo quer elevar a oferta interna do produto e equilibrar o nível dos preços no mercado", informou nota divulgada hoje pelo Ministério da Agricultura. A decisão foi tomada pelo Conselho Interministerial do Açúcar e do álcool (Cima).
"Por enquanto ficaremos só na venda dos estoques", disse o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Márcio Fortes de Almeida. Outras medidas que estão sendo analisadas pelo governo são a importação do produto e a introdução de combustíveis alternativos no País, como a mistura de metanol, etanol e gasolina.
O secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Samico, disse que os leilões de álcool, serão mantidos de forma contínua a cada 15 dias até que os preços e o abastecimento estejam completamente equilibrados. Samico disse que o edital referente aos 50 milhões de litros de álcool que serão leiloados na primeira quinzena de dezembro deverá estar pronto na semana que vem.
O preço mínimo do leilão ainda não está definido, mas deverá seguir o preço de mercado, segundo ele. De acordo com o secretário, o estoque atual de álcool do governo é de 1,1 bilhão de litros e deverão ser leiloados 50 milhões de litros quinzenalmente. Essa quantia a cada leilão foi fixada porque é o volume que o mercado pode absorver e que pode causar impacto nos preços, explicou.
O governo vinha tentando fazer baixar os preços do álcool hidratado sem recorrer à colocação de seus estoques no mercado. Há duas semanas, o Cima havia anunciado o cancelamento da concessão de financiamento de estoques de álcool no valor de R$ 40 milhões, equivalentes a 260 milhões de litros. Além disso, havia sido cancelada a renovação de parte dos empréstimos para a manutenção de estoques.

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