Madri, 22 (AE-AP) - A Suprema Corte rejeitou nesta segunda-feira (22) a reabertura de um processo contra o ex-primeiro-ministro Felipe González por sua suposta participação na criação de esquadrões da morte que tinham como alvo os separatistas bascos.
O juiz Luis Roman Puerta, presidente de um painel de 13 magistrados que considerou o pedido feito sexta-feira pelo juiz Baltasar Garzón, informou que Garzón não ofereceu novas evidências contra González.
O painel rejeitou o pedido por unanimidade, disse Roman a jornalistas. "Não foi observada nenhuma nova evidência em relação às consideradas no passado por esta corte", disse ele, lendo uma declaração de um parágrafo.
A Suprema Corte decidiu em 1996, após um processo contra González, que não havia evidências para condená-lo por um sequestro ocorrido em 1983 e considerado a primeira ação dos Grupos Antiterroristas de Libertação (GAL).
Os GAL foram acusados pelo assassinato de 27 pessoas em uma guerra suja contra o grupo separatista basco ETA entre 1983 e 1987 no sul da França, onde ativistas do ETA às vezes se refugiavam.
Desta vez, Garzón pediu à corte que considerasse o indiciamento de González pelo assassinato, em 1983, de um suposto membro do ETA em Bayonne, no sul da França.
Como ocorreu no processo de 1996, Garzón teve de ir perante a Suprema Corte, pois somente este órgão judiciário pode derrubar a imunidade desfrutada por González como membro do parlamento.





