Washington, 22 (AE-ANSA) - A droga está deixando de ser moda entre os adolescentes norte-americanos, segundo os resultados de uma pesquisa realizada pela Associação para os Estados Unidos Livres da Droga.
Pelo terceiro ano consecutivo, a sondagem indicou que uma quantidade crescente de jovens entre 13 e 18 anos considera "superados" o uso de maconha e pastilhas narcóticas e desaprova os companheiros que as usam.
A situação parece ser distinta na Europa, onde um estudo recente deu conta de que o consumo de maconha se banalizou e não é considerado "desvio" de conduta.
"Não é o momento de baixar a guarda. Seguimos no cume de uma montanha perigosa e inquietante. Mas parece que está começando o declínio", advertiu hoje (22) James Burke, o presidente da associação norte-americana.
A entidade presidida por Burke realiza anualmente uma pesquisa entre adolescentes. Este ano, 6.529 jovens foram consultados. O resultado, com margem de erro inferior a dois pontos percentuais
abrem a expectativa de queda no consumo.
Quarenta por cento dos jovens estão convencidos de que "as pessoas realmente boas não usam droga". No ano passado, só 35% pensavam assim. Em 1997 a cifra era ainda mais modesta.
Apenas 10%, contra 17% no ano passado, respondeu "sim" à pergunta: "Em sua escola, quem fuma maconha é popular?"
Os mais jovens expressam interesse inferior pelas drogas. Apenas 8% dos entrevistados com menos de 15 anos aprovam seus companheiros que fumam maconha ou consomem pastilhas com substâncias narcóticas.
"Uma causa importante da mudança de conduta dos jovens é a influência do ambiente. Seus ídolos, atores e cantores, já não fazem propaganda da droga como há alguns anos. E se distanciam de quem a usa", afirmou Barbara Delaney, porta-voz do grupo responsável pelo estudo.
No ano passado, 48% dos adolescentes admitiam ter vontade de provar drogas para se parecerem com astros de rock. Agora, 42% repetiram a afirmação.
O consumo de maconha nos Estados Unidos chegou ao ápice em 1996. Desde então houve uma pequena mas constante queda.
Um número maior de jovens respondeu não a três perguntas cruciais: Experimentou droga alguma vez? Usou drogas no último ano? E no último mês?
Os que provaram maconha pelo menos uma vez foram 41%. No ano passado foram 42% e em 1997, 44%.
Diminuiu também o contato com anfetaminas, cocaína e LSD (ácido lisérgico), enquanto segue sendo alta a quantidade dos que experimentaram ecstasy, droga cuja provisão é frequente em casas noturnas.





