Maceió, 22 (AE) - O governador Mário Covas não é interlocutor de Paulo Maluf, que já tem três interlocutores permanentes: a polícia, o Ministério Público e a Justiça. Essa foi a resposta dada hoje pelo secretário de Comunicação de Covas
Oswaldo Martins, às acusações de Maluf de que o governador teria levado para o Estado o crime organizado e as rebeliões na Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem).
"Ninguém entende mais de crime organizado do que o próprio Maluf", rebateu Martins, que acompanhou Covas na 3.ª Reunião Nacional dos Governadores. Ele lembrou que a denúncia sobre a suposta paternidade foi feita por Sílvio Rocha, ex-cabo eleitoral malufista.
Hoje, ao doar sangue para o exame de DNA, Maluf também aproveitou para fustigar indiretamente seu sucessor na Prefeitura, Celso Pitta (PTN). Perguntado quando deixava o Fórum da Penha por uma mulher, que não se identificou, do motivo de Pitta continuar no cargo "se o vice-prefeito (Régis de Oliveira) é um juiz", Maluf respondeu: "É uma coisa para ser perguntada, porque o doutor Régis bem que merece".
Pitta (PTN) disse, por meio da sua Assessoria de Imprensa, que "Maluf e Régis se merecem". De acordo com a assessoria, "a pergunta é um desrespeito ao comparar quem teve 3,2 milhões de votos com quem não teve nenhum e a resposta foi própria de uma pessoa irresponsável, fragilizada por uma acusação de paternidade irresponsável".

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