Brasília, 22 (AE) - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) quer usar detectores de cartas-bombas já para análise de correspondências relativas às festas de fim de ano. Onze aparelhos para isso serão instalados nos principais centros de distribuição domiciliar de cartas do País. A justificativa da ECT é de que "os serviços postais, em todo o mundo, estão sendo utilizados cada vez com maior frequência para atividades criminosas".
A administração central dos Correios publicou hoje aviso de abertura de licitação por tomada de preços, destinada à instalação dos aparelhos. Os envelopes com as propostas serão abertos dia 9. Segundo a Assessoria de Comunicação da empresa, não houve razão específica para o lançamento da licitação. Mas o aumento de episódios nos últimos meses de apreensão de drogas em encomendas expressas - Sedex - serviu de alerta à direção. A aquisição de equipamentos para detecção de drogas, explosivos e mercadorias perigosas é "de absoluta prioridade", diz relatório técnico elaborado a pedido da presidência dos Correios.
Desde 1972 há ocorrências de cartas-bombas no País. De 94 para cá, houve sete casos, dois no ano passado, cujos explosivos foram desativados.

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