São Paulo, 22 (AE) - Com um investimento de US$ 20 milhões, a Rohm and Haas vai implantar uma nova unidade, no Parque Industrial de Zarate, a 100 quilômetros de Buenos Aires, na Argentina. A quinta unidade da Rohm na América Latina, com capacidade instalada para a produção de 25 mil toneladas ao ano de polímeros acrílicos, começa a ser construída este mês, para entrar em operação em dezembro de 2000. As matérias-primas atenderão às demandas dos segmentos de tintas, adesivos, couro, papel, têxtil, detergentes e ceras para pisos, entre outros, em atividade na Argentina, vizinhos do Mercosul e Chile.
A Rohm and Haas, matriz em Stuttgart, na Alemanha, escolheu a Argentina devido à localização e facilidades de distribuição. No Brasil, a multinacional tem unidade em Jacareí (SP), com capacidade instalada para 35 mil t/ano. "A logística no Brasil é boa, mas para alguns produtos o frete tem peso importante", disse o diretor comercial no Cone Sul e diretor Geral da empresa, Carlos Festa. Segundo ele, no Brasil os custos de produção são de 5% a 7% mais baixos do que na Argentina. "Na Argentina esse valor é recuperado no frete, mais em conta do que no Brasil."
A produção de polímeros acrílicos é de 35 mil t/ano no México e 20 mil t/ano na Colômbia. Ou seja, a soma da produção das unidades nos dois continentes é um pouco maior do que uma indústria de grande escala produz nos Estados Unidos: 100 mil t/ano. O diretor não soube dimensionar o tamanho do mercado latino-americano para esse tipo de produto, mas estima que a Rohm, hoje, possua 35% dele.
Outro aspecto que pode ser considerado como desvantagem no hemisfério sul é que as matérias-primas (monômero de estireno
acrilatos de butila e de etila) são importadas dos Estados Unidos. No Brasil, as concorrentes da Rohm and Haas são a Clariant, a Basf e a Dow Química - que adquiriu a Union Carbide. A Union Carbide Química e a EDN - Estireno do Nordeste, ambas controladas pela Dow, produzem o insumo dos polímeros acrílicos no Brasil.
O faturamento bruto global das mais de 50 unidades da Rohm and Haas espalhadas pelo mundo é de US$ 6,5 bilhões, e o lucro líquido varia de 12% a 15%. Na Argentina, a indústria pretende faturar US$ 30 milhões no primeiro ano, quando vai operar a 60% da capacidade. E no Brasil, o faturamento anual é de US$ 120 milhões. Nos dois países o lucro líquido é igual ao das outras unidades, de 12% a 15% sobre o resultado bruto das vendas, informa Carlos Festa. Na nova unidade serão gerados 40 empregos diretos e aproximadamente 200 indiretos, nos segmentos atendidos. Durante a construção serão empregadas 250 pessoas.

mockup