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segunda-feira, 22 de novembro de 1999
Por Raquel Massote 
Belo Horizonte, 22 (AE) - Os sócios privados da Centrais Energéticas de Minas Gerais (Cemig) entraram hoje com recurso (embargo de declaração) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para tentar recuperar os postos perdidos na diretoria da estatal após a ação judicial movida pelo governador Itamar Franco.
O recurso, impetrado na Primeira Câmara Cível do Tribunal, visa a esclarecer o chamado "voto médio" do desembargador José Brandão de Resende. Pelo voto médio, o acordo de acionistas seria anulado somente na parte em que elimina o poder de veto dos sócios privados nas decisões da empresa.
Os advogados dos acionista privados entendem que os diretores destituídos poderiam retomar o cargo. Por isso, pediram o esclarecimento do voto.
As reuniões da Primeira Câmara Cível ocorrem às terças-feiras, mas o assunto não entrará em pauta amanhã. O Tribunal de Justiça ainda terá de julgar o mérito de um mandado de segurança impetrado pelos sócios privados da Cemig, ainda sem data prevista para julgamento. O governo mineiro terá prazo até a segunda-feira para impetrar recurso contra a mesma decisão do agravo regimental.
As ações preferenciais nominativas (PN) da Cemig reduziram a queda de 1,25%, para fechar em R$ 32,60. A baixa acabou sendo de 0,33%.


