águas Mornas, SC, 22 (AE) - A privatização da Companhia Parananense de Energia (Copel) será "na melhor das hipóteses" em 2001. A venda em 2000 é considerada impossível pelo diretor-presidente da companhia, Ingo Hubert. Segundo informou, o processo está parado devido à retração do mercado de capitais e às recentes mudanças na diretoria do BNDES, segundo maior acionista da Copel.
Hubert disse que o projeto para a privatização não avançou. Nem mesmo foi contratada empresa de consultoria para a modelagem da venda. Ainda não está definido se a Copel será vendida de uma vez ou em unidades de negócios. "A intenção é desenvolver um modelo que agregue o maior valor possível na privatização", disse .
Em 1998, a empresa iniciou suas operações num sistema de multi-utilidades, com ingresso formal no segmento de transmissão de dados, quando foi constituída a Tradener, a primeira empresa de comercialização do setor elétrico brasileiro para operar no Mercado Atacadista de Energia.
A projeção da Copel é que, dentro de cinco anos, 40% do do faturamento da empresa sejam originados de novos negócios, incluindo telecomunicações, informática e saneamento. Nos nove primeiros meses deste ano, a receita desses setores foi de R$ 6 milhões para um faturamento total de R$ 1,1 bilhão.

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