Nova York, 22 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo voltaram a atingir preços recordes na New York Mercantile Exchange (Nymex) nesta segunda-feira (22). A possível interrupção nas exportações do Iraque aumentou a preocupação dos analistas com relação a disponibilidade de oferta da coommodity.
No sábado, o governo de Bagdá rejeitou a extensão de duas semanas no programa de exportação concedida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ontem, o governo iraquiano suspendeu o bombeamento de petróleo através do oleoduto Iraque-Turquia que leva a commodity até o porto de Ceyhan. Por esse oleoduto passa cerca de 1 bilhão de barris, do total de 2,3 bilhões de barris exportado diariamente pelo Iraque.
A última negociação com contratos de petróleo para janeiro, registrava um ganho de US$ 1,10, para US$ 27,15 o barril, novo recorde pós-Guerra do Golfo. Neste mês de novembro, os futuros de petróleo acumulam um ganho de mais de US$ 5,30 o barril.
Os analistas estão preocupados de que mesmo uma pequena interrupção de duas semanas nas exportações do Iraque possa provocar uma alta acentuada dos preços. O problema do Iraque confirma o sentimento anterior do mercado de que a oferta está muito limitada, em níveis preocupantes.
Os estoques mundiais de petróleo caíram rapidamente devido à forte demanda e ao acordo de redução da oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Outra notícia que estimulou a alta dos futuros de petróleo foi a decisão do Irã de cancelar os embarques programados para o final de novembro e dezembro nos terminais localizados nas ilhas de Khan e Lavan.
O governo iraniano que aumentar o controle sobre as exportações para manter a média de embarques dentro da cota acertada no acordo da Opep. Além disso, o frio mais rigoroso que o habitual para a época na Europa está aumentando a demanda pela gasolina, usado no aquecimento dos edifícios.
"Quando você pensa que já não há mais nada que possa levar o mercado para cima, aparece alguma coisa", disse o analista da Fimat em Nova York, John Kilduff. A atenção do mercado está concentrada agora no relatório desta semana do American Petroleum Institute (API), para ver se permanece a recente tendência de queda dos estoques de petróleo dos Estados Unidos.
É cada vez maior o consenso no mercado de que os preços possam atingir os US$ 30,00 o barril. No entanto, há dúvidas se o mercado será capaz de manter-se em tal nível. Isso porque a Opep poderá elevar a produção para evitar ser acusada pela comunidade internacional. Outra possibilidade é de que os países industrializados, como os EUA, utilizem suas reservas para reduzir os preços.
Os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 27,07, alta de US$ 0,93. A mínima foi de US$ 26,14 e a máxima, de US$ 27,15.





