águas Mornas, SC, 22 (AE) - O presidente da Centrais Elétricas de Santa Catarina, Francisco Kurster, disse hoje que está trabalhando para reverter o prejuízo de R$ 30,8 milhões acumulado até setembro e fechar o ano com resultado positivo. Segundo ele, a companhia está negociando um encontro de contas com a Casan (Companhia Catarinense de águas e Saneamento), no valor de R$ 90 milhões, que poderá provocar uma "alavancagem" de pelo menos R$ 30 milhões no trimestre atual.
A Celesc tem um crédito de R$ 90 milhões com a Casan e a negociação prevê um aumento de capital da estatal de sanemento com lançamento de novas ações a serem subscritas pela empresa de energia. Com esse acerto, os valores provisionados no balanço da Celesc por conta desse crédito, que remonta a agosto de 93, poderiam ser baixados com impacto positivo no resultado.
De acordo com Kurster, a empresa está preparando outras ações para garantir um resultado positivo "sem maquiagem" no fim do ano. Entre essas iniciativas está o envio, nos próximos dias, de um projeto de lei à Assembléia Legislativa autorizando a Celesc a operar em novos segmentos de negócios como: transmissão de dados, construção e operação de redes e sistemas para terceiros.
O presidente da empresa informou que está conversando com grandes clientes nacionais, que podem comprar energia livremente das concessionárias. Kurster afirmou que o modelo estatal "puro e simples" exauriu-se. No entanto, ressalvou, a privatização integral das estatais nos moldes como vem ocorrendo no País não é o ideal. "O desafio é encontrar um novo modelo, um meio termo."
A intenção do governo catarinense é desenvolver um modelo tripartite, com a participação do Estado, dos funcionários e da iniciativa privada na gestão da Celesc, que libere a empresa das amarras da legislação que rege as estatais. "A privatização pura e simples ronda a Celesc, mas sou contra"
disse o presidente. Ele ressaltou, porém, que, se o governo não tiver "competência" de encontrar uma nova forma de gestão para a Celesc, corre-se o risco de não haver outra alternativa à privatização.

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