Rio, 22 (AE) - A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) suspendeu o leilão de arrendamento do terminal de contêineres e de cargas pesadas do Porto de Salvador a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU), que solicitou maiores esclarecimentos sobre o modelo de avaliação e venda utilizado no processo. O leilão estava marcado para amanhã, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
O TCU considerou insuficientes as informações dadas pela companhia para justificar o preço mínimo, fixado em R$ 37,641 milhões. Segundo presidente do Sindicato Unificado dos Trabalhadores da Orla Portuária de Salvador, Marcelo Fernandes Pereira, esse foi o principal motivo que levou a Secretaria de Controle Externo do Ministério do Planejamento a adiar o leilão.
Além do questionamento do TCU, o arrendamento já estava cancelado por determinação da Justiça do Trabalho da Bahia, que atendeu reinvindicações encaminhadas por ex-funcionários da Codeba. Eles alegam que os equipamentos instalados no porto estão penhorados para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas, previdenciária e fiscais. Fernandes Pereira informou que somente em causas trabalhistas a dívida da Codeba chega a R$ 50 milhões.
Em nota à imprensa, a diretoria da Companhia Docas da Bahia ressaltou que o processo foi aprovado pelo Ministério dos Transportes e pela Comissão de Desestatização. Foi lembrado também que o destino dos recursos arrecadados seria o pagamento de todo o passivo trabalhista de gestões anteriores. Na nota, a diretoria informa que pretende resolver "os pequenos procedimentos burocráticos dentro do menor prazo possível a fim de que o leilão seja realizado ainda dentro do ano corrente."

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