São Paulo, 19 (AE) - A Copa do Mundo de Tênis, de terça-feira a domingo em Hannover, Alemanha, reúne os oito melhores jogadores da temporada de 1999, para um desafio diferente. A competição tem uma fórmula atraente e única na modalidade. Distribui prêmios milionários, valiosos pontos para o ranking e dá chance para os tenistas recuperarem-se em caso de derrota.
Em todos os outros torneios, as partidas são eliminatórias, mas no Mundial pode-se começar mal e sair como campeão, aliás como aconteceu com Pete Sampras em 1996, quando o norte-americano caiu na primeira fase diante de Boris Becker e foi novamente encontrar o alemão na decisão do título em que venceu por 3 sets a 2, num dos jogos mais memoráveis e bonitos da história do tênis.
A diferença do Mundial começa por distribuir os oito jogadores classificados em dois grupos. No vermelho estará o número 1 do mundo, o norte-americano, Andre Agassi; e o número dois do mundo
o russo Yevgeny Kafelnikov, irá liderar o grupo branco. Os outros jogadores serão sorteados em duplas, conforme o ranking: 3 ou 4, 5 ou 6, e 7 ou 8. Assim, ficará garantido o equilíbrio das duas chaves da competição.
Estes dois grupos disputam a primeira fase no sistema round robin, ou seja, todos contra todos dentro de suas chaves. Cada tenista faz assim três partidas e, por isso, mesmo que perca uma ainda tem chance de seguir na disputa. O primeiro colocado do grupo vermelho irá enfrentar o segundo do branco nas semifinais, enquanto o segundo do vermelho pega o primeiro do branco. Os vencedores destas semifinais do sábado e decidem o título no domingo.
Os prêmios também são tentadores. O campeão, se chegar ao título sem perder nenhuma partida no round robin, irá acumular US$ 1,5 milhão. Só para participar da competição, o jogador já tem a garantia de embolsar US$ 85 mil. E qualquer jogo que vencer no round robin ganha um prêmio de US$ 115 mil. Portanto, se um jogador vencer pelo menos uma partida acumula US$ 200 mil, se só perder ainda tem o consolo de US$ 85 mil.
Até mesmo o reserva é premiado. O holandês Richard Krajicek vai receber US$ 50 mil apenas para ficar voando como um urubu. Se alguém se contundir ou desistir da competição, ele entra no seu lugar. Esta hipótese não é tão remota. Pete Sampras, por exemplo, com sérios problemas nas costas talvez tenha de desistir da competição, ou mesmo só aguente fazer uma partida. Se deixar o torneio, Krajicek entra, levando o resultado (vitória ou derrota) do jogador que substituiu.
Isso já aconteceu certa vez com Agassi, que teve de dar seu lugar, depois de fazer a estréia e sentir uma contusão.
Os pontos também são muitos. Só para se ter uma idéia, um campeão de Grand Slam, como Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open, ganha 770 pontos na Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), jogando e vencendo por duas semanas em sete partidas. No Mundial, o campeão invicto acumula 730 pontos, uma diferença pequena em relação quatro maiores torneios do planeta, numa decisão capaz de deixar os organizadores do Grand Slam (os dirigentes da Federação Internacional de Tênis - ITF-) vermelhos de raiva. Mas a intenção da ATP é justamente valorizar o seu mais concorrido evento: a Copa do Mundo, que ganhou o nome de Masters, na época de maior glamour, quando era disputado em Nova York, de 1977 a 89.

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