Nova York, 19 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo voltaram a fechar em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex) nesta sexta-feira (19), chegando a atingir a maior cotação desde a Guerra do Golfo.
Os persistentes temores de falta de oferta da commodity venceram a forte tendência de realização de lucros do mercado.
Os contratos de petróleo para dezembro tiveram um comportamento bastante volátil nas últimas sessões, subindo US$ 0,90 na quarta-feira e caindo US$ 0,80 na quinta-feira.
Os futuros de petróleo superaram a máxima de US$ 26,80 o barril, desde a Guerra do Golfo, alcançando os US$ 27,00, com um ganho de US$ 1,20.
A falta de interesse em negociar os contratos de petróleo para dezembro, diante do vencimento dos mesmos, desempenhou um papel importante na agitada sessão.
De acordo com o analista da Fimat, John Kilduff, a realização de lucros ocorrida ontem deu aos investidores uma nova oportunidade para comprar.
"O sentimento continua muito forte, portanto, o movimento de venda de ontem foi visto como uma grande oportunidade para comprar", disse.
As especulações sobre uma possível restrição aos exportadores de petróleo da Rússia ajudaram a aumentar o sentimento positivo. Cerca de 35 exportadores russos podem ser impedidos de embarcar a commodity até que cumpram com o pagamento de impostos atrasados.
A opinião dos analistas é de que o governo russo receberá os impostos atrasados, mas as especulações deram ao mercado mais um motivo para subir. Kilduff acrescentou, no entanto, que os preços parecem um pouco altos para muitos analistas.
"É difícil fazer uma previsão para o mercado, com os preços oscilando na máxima dos últimos nove anos. Seria realmente fácil para o mercado cair US$ 2,00 o barril, mas há conversas nas ruas de que os preços podem chegar a US$ 30,00 o barril", disse Kilduff.
Um analista que acredita nessa possibilidade, ressalta que a atual tendência de queda nos estoques mundiais de petróleo irá continuar até o final do ano. O acordo de corte de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a forte demanda irão reduzir os estoques mundial "a níveis que poderão levar a escassez", disse o analista da Hornsby & Co., Nizam Sharief.
Os contratos de petróleo para dezembro fecharam a US$ 26,56, alta de US$ 0,76. A mínima foi de US$ 25,63 e a máxima, de US$ 27,00.

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