Bogotá, 19 (AE-AP) - Em uma condenação dura e fora do comum, o presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, criticou hoje (19) a maior guerrilha do país por ter respondido à sua proposta de cessar-fogo com uma série de ataques e assegurou que, caso o grupo não mantenha seu compromisso com as negociações de paz, confrontará as incursões aramadas com a ação das forças militares.
Pastrana, em um discurso realizado numa escola militar no norte de Bogotá, também conclamou a chefia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), protagonistas dos últimos ataques, a escutar a população civil colombiana, que, através de manifestações públicas, vem pedindo o fim de suas ações.
As declarações do presidente, que em seus 15 meses de governo tem recebido reiteradas críticas pela administração centralizadora do processo de paz e por fazer concessões à guerrilha, surgem num momento em que as forças públicas estão lutando em vários departamentos contra a guerrilha. Os conflitos deixaram até agora nove policiais, um infante da marinha e dezenas de rebeldes mortos.
"Propus um Natal de vida e as Farc responderam com um Natal de morte", disse o presidente, que em 8 de novembro propusera aos grupos armados uma trégua entre os dias 15 de dezembro e 15 de janeiro. A iniciativa foi rechaçada pelas Farc.
As Farc e o governo vêm travando desde o começo deste ano infrutíferos diálogos de paz em busca de um fim a quase quatro décadas de guerra interna.





