Bogotá, 19 (AE-ANSA) - O grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusou hoje (19) o governo dos Estados Unidos de intervir de forma "descarada" no conflito armado interno colombiano.
As Farc, através de um comunicado, criticaram o rechaço do porta-voz do departamento de Estado norte-americano, James Rubin
às condições impostas pelos rebeldes para aceitar a proposta do presidente colombiano, Andrés Pastrana, para um eventual cessar-fogo de fim de ano.
O comunicado, difundido no município de San Vicente del Caguán, a cerca de 600 quilômetros ao sul de Bogotá, afirma que "o governo dos Estados Unidos não tem nem autoridade moral nem ética para falar de paz".
Segundo as Farc, os "Estados Unidos semeiam a violência em todo o mundo e bombardeiam indiscriminadamente argumentando qualquer pretexto (...) E atiçam a confrontação e a guerra suja na Colômbia há 50 anos".
Pastrana propôs, no início deste mês, um cessar-fogo multilateral entre 15 de dezembro e 15 de janeiro, por motivo das festas de final de ano.
As Farc condicionaram a aceitação da trégua à suspensão da extradição de colombianos, melhorias salariais e redução de impostos, entre outras exigências.





