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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Andreia Maia 
Rio, 19 (AE) - O governo do RJ, entidades públicas e privadas criaram hoje uma comissão permanente para fazer propostas que melhorem a segurança no setor turístico do Rio. Entre as medidas já discutidas estão a criação de um corredor de segurança, que vai do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão à Barra da Tijuca, na zona oeste, além do aumento para 1.200 do número de policiais nas praias e em pontos turísticos da cidade. Essas medidas devem entrar em vigor até o réveillon.
"Precisamos inibir a violência, garantir a segurança da população e dos turistas", afirmou o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Josias Quintal. Ele referiu-se à morte da francesa Martine Halin, de 45 anos, domingo passado. Martine e o marido, o engenheiro Yves, de 47 anos, foram abordador por um guia ao desembarcarem no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão e encaminhados para um táxi clandestino. No caminho, o casal foi assaltado. Martine tentou fugir e levou um tiro na cabeça. Yves conseguiu escapar dos criminosos.
Segundo Quintal, a comissão vai reunir-se uma vez por semana para tratar das propostas. Ele negou que o assassinato da francesa tenha provocado uma queda de movimento de turistas, mas admitiu que crime como esse provoca uma péssima repercussão no exterior. O secretário acrescentou que as polícias fluminense e Internacional (Interpol) estão trabalhando juntas na elucidação do crime. Quintal recusou-se a adiantar detalhes das investigações.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), álvaro Bezerra de Mello, o corredor turístico irá oferecer maior segurança ao turista. "Essa medida vai inibir a violência que se estende do Aeroporto Internacional ao centro da cidade", ressaltou Mello. "A morte da turista francesa serviu como um alerta." Ele disse que a entidade, que reúne 110 hotéis com a oferta de 22 mil quartos, não registrou redução de procura com o assassinato de Martine. "Foi um caso que repercutiu muito mal para o setor turístico e que pode refletir daqui a seis meses", completou o presidente da ABIH.
Mello garantiu que a rede hoteleira já está com 80% da ocupação garantida - reservas pagas - para o réveillon e a deve chegar a 100% até o início de dezembro.
A comissão também estuda a vialibilidade de instalar 28 câmeras de vídeo em hotéis e prédios na orla marítima da cidade. A primeira fase prevê a colocação de 10 câmeras no trecho entre as praias do Leme e Copacabana, ambas na zona sul, até o final do ano. O equipamento será importado e pago pela iniciativa privada.


