São Paulo, 19 (AE) - O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (Transurb) inicia, em janeiro, uma campanha publicitária para difundir o uso dos cartões inteligentes nos ônibus. As catracas eletrônicas que estão substituindo os cobradores já estão equipadas para a leitura do chip. Eduardo Gomez Grandal, diretor de informática do Transurb, explica que o chip do cartão de transporte tem capacidade para armazenar um número grande de créditos, que vão sendo descontados à medida que o passageiro utiliza o leitor do chip.
A Transurb vai espalhar quiosques no centro da cidade e nos terminais de ônibus para facilitar a aquisição do cartão. "Ao mesmo tempo em que vamos tirar o dinheiro vivo de dentro do ônibus, aumentando a segurança no veículo, queremos eliminar a concorrência do transporte clandestino", diz Grandal, incluindo as peruas. A empresa garante que todos os cartões roubados ou perdidos poderão ser cancelados imediatamente, impedindo a utilização por outras pessoas.
Há, no entanto, dois pontos que precisam ser definidos. O primeiro deles é se o passageiro terá ou não de pagar pelo cartão, que terá preço médio de R$ 7, sem qualquer crédito incluído. Admitindo que esse valor pesará no bolso do usuário, a Transurb considera a possibilidade de estudar formas para patrocinar os cartões inteligentes. A vida útil do cartão, diz Grandal, varia entre cinco e 10 anos.
Um outro fator que pode atrasar a implementação das catracas eletrônicas é a falta de financiamento para a substituição das catracas convencionais, processo que custa por volta de R$ 7 mil por ônibus - a frota paulistana é formada por 10.800 veículos, distribuídos em 800 linhas. Os cartões inteligentes já estão sendo testados em duas linhas da Zona Norte e duas na Zona Sul.

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