PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 19 (AE) - A Associação Brasileira da Indústria do Cloro (Abiclor) discorda de que a tecnologia empregada para produzir soda e cloro em células eletrolíticas com mercúrio possa ser danosa ao meio ambiente. A entidade respondeu à notícia divulgada hoje pela AGÊNCIA ESTADO, sob o título "Dow pode comprar Trikem, mas há barreira tecnológica", em nota cuja íntegra é a seguinte:
"A tecnologia de produção de cloro à base de mercúrio é totalmente segura. O mercúrio é confinado nas células eletrolíticas, sem permitir a emissão direta para o meio ambiente. Ainda sob o ponto de vista ambiental, existe total controle gerencial em relação aos sistemas de reciclagem e tratamento de efluentes, emissões e resíduos das fábricas. A tecnologia de produção à base de mercúrio é a mais utilizada em todo o mundo. Na Europa responde a 60% da produção. E, no Brasil
por 24% da produção. Existem normas e critérios que regulam o uso desta tecnologia. A legislação brasileira sobre o uso de tecnologias à base de mercúrio (padrão de potabilidade, padrão de qualidade ambiental, padrão de emissão, ar ambiente na sala eletrolítica etc.) é tão ou mais rigorosa do que a de países com grande tradição na área ambiental, como Estados Unidos e Alemanha."


