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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Denise Neumann 
São Paulo, 19 (AE) - Aumentos no preço de álcool, gasolina, frango e carne bovina continuam pressionando o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na segunda quadrissemana de novembro, o IPC apurou reajuste de preços de 1,21% e fez o coordenador do índice
Heron do Carmo, aumentar a previsão para o fechamento do mês para uma alta de 1,30%. Na semana passada ele previa inflação de 1,10% no mês e em outubro sua previsão era de apenas 0,5% para novembro.
Para Heron, a inflação está pressionada por aumentos localizados, e não generalizados. "A pressão está concentrada em poucos itens", sustenta. Heron pondera que apenas dois grupos (combustíveis e carnes) responderam por 0,87 ponto porcentual da inflação de 1,21% registrada na segunda quadrissemana do mês.
Os dois grupos representam 11% das despesas mensais de uma família. "Os outros grupos, que representam 89% das despesas, foram responsáveis por 0,34 ponto percentual do índice", explica, para argumentar por que há aumento localizado e não generalizado de preços. Heron está convencido de que a inflação de dezembro será baixa, próxima a 0,3%. álcool e carne devem ter preços estáveis e os reajustes do frango serão menores.
A revisão para a inflação de novembro foi provocada pelo aumento do álcool, cujo reajuste, de 21% no começo de novembro, subiu para 26,71% e deve alcançar 30% no fim do mês. Para o ano, o coordenador do IPC da Fipe projeta inflação de 8,2%. Antes ele esperava 8%. Para 2000, sua expectativa mantém-se em 5%.
Segundo Heron, há sinais de outros preços pressionando o índice, como reajustes de eletroeletrônicos (TV e aparelhos de som), alimentos industrializados, custo de condomínio, entre outros. "Mas esses reajustes são pequenos e normais nesta época do ano", diz.
Uma surpresa positiva está sendo o comportamento de artigos de vestuário. Esse grupo encerrou a segunda quadrissemana de novembro com deflação de 0,28%. Os preços de alimentação subiram 1,75%, enquanto em habitação ficaram 0,31% maiores. Em transportes, a alta foi de 4,08%, mas as despesas pessoais subiram 0,63% e o item saúde aumentou 0,15%. Em educação, a alta ficou em 0,05%.


