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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Liliana Pinheiro 
São Paulo, 19 (AE) - Os 22 mil funcionários do Banespa conseguiram hoje garantia de emprego por um ano, salvo demissões por justa causa, e ainda 5,5% de reajuste salarial retroativo a setembro (data-base dos bancários), abono de R$ 1.050 para cobrir perdas anteriores, participação nos lucros equivalente a 80% do salários mais parcela fixa de R$ 400, além de reajuste de todos os benefícios previstos na convenção coletiva da categoria
também conforme a inflação de setembro de 1998 a agosto deste ano - no caso do auxílio alimentação, o reajuste é bem maior, de 12,5%.
Com essa proposta, que será votada em assembléia dos funcionários na terça-feira, os empregados do Banespa se livraram da ameaça de demissões no processo de privatização do banco, já federalizado, que deverá ir a leilão em meados do ano que vem, segundo previsão do governo. "A estabilidade valerá até setembro do ano 2000", lembrou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Vaccari Neto, que continuará lutando contra a venda do banco.
O Banespa sofreu várias paralisações nas últimas semanas. Segundo Vaccari, a falta de acordo levaria os funcionários a deflagrar greve por tempo indeterminado. "O Banespa cedeu porque sentiu que o grau de descontentamento dos funcionários estava ficando alto demais", afirmou o sindicalista. Com isso, sobe para 350 mil o número de bancários que já conseguiram recuperar seus salários em todo o País. Falta fazer acordos em outros bancos públicos, federais e estaduais, que empregam outros 120 mil bancáreios, aproxidamente.


