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sexta-feira, 19 de novembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 19 (AE) - Todos os grupos de preços ao consumidor tiveram índices de crescimento maiores do que no mês passado, segundo o Índice Geral de Preços (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ficou em 2,21% em novembro. "Isso mostra que está havendo repasses do atacado para o varejo", afirmou o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 1,01%, ante 0,31% no mês passado. Alimentos subiram 1,41%, vestuário, 1 35% e transportes, 2,29%.
O IGP-10 foi o primeiro índice de inflação de novembro que ultrapassou os 2%. Ontem Cota já havia dito que todos os índices de preços medidos pela FGV - além do IGP-10, o IGPM e o IGP-DI - deveriam ficar acima desse patamar. Cota trabalha com a expectativa de que a inflação ao consumidor varie entre 9,5% e 10% este ano.
No acumulado do ano, a inflação pelo IPC é de 7,88%. Nos últimos doze meses, o índice é de 7,62%. O Índice de Preços no Atacado (IPA) passou de 2,32%, em outubro, para 3,03% este mês. Entre os componentes do índice, os produtos agrícolas saltaram de 2,85% para 4,97%. "O efeito da estiagem está explodindo agora", explicou Cota. O aumento dos preços dos produtos industriais ficou estável, passando de 2,07% para 2,11%. O INCC foi de 1,14%. O IPA acumula alta de 25,04% no ano, e 25,07% nos últimos doze meses.
O IGP-10 de janeiro a novembro ficou em 17,33% e, nos doze meses encerrados em novembro, atingiu 17,25%. O IGP-10 de outubro foi de 1,54%. Para medir o IGP-10 de novembro, a FGV apurou preços entre 11 de outubro e 10 de novembro. No restante de novembro e em dezembro, alguns fatores devem ajudar a puxar a inflação, segundo Cota. Há pagamento de 13º salário, mais facilidades para o crediário e um leve aquecimento da economia.


