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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Ribamar Oliveira (enviado especial) 
Roma, 18 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso e a primeira-dama Ruth visitaram hoje pela manhã o Museu Borghese, que foi construído no século XVII pelo cardeal Scipione Borghese
sobrinho favorito do papa Paulo V. Chovia um pouco quando o carro do presidente entrou nos jardins da Vila Borghese, onde fica o museu, que pode ser visitado ao preço de 12 mil liras o ingresso - cerca de R$ 12,50.
O primeiro andar do museu é dedicado a esculturas, sendo "Apolo e Dafne", de Gian Lorenzo Benini, a mais famosa delas. Fernando Henrique e Dona Ruth ficaram longo tempo apreciando outra escultura de Benini: "O rapto de Proserpina".
As pinturas estão no segundo andar e pode-se apreciar quadros de Rafael ("A retirada de Cristo da Cruz"), Caravaggio ("Jovem com uma cesta de fruta") e Tiziano ("Amor sacro e Amor profano"). Fernando Henrique e Dona Ruth estavam acompanhados do embaixador do Brasil na Itália, Paulo Tarso Flecha de Lima, e sua esposa, e pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Bresser Pereira.
Fernando Henrique gostou particularmente da explicação que a guia da comitiva, com quem o presidente falava em francês, deu para a existência de tantos palácios em Roma. "Essa é interessante vocês saberem", disse Fernando Henrique aos jornalistas, que o acompanhavam a certa distância. "Existia na Itália uma monarquia absoluta não hereditária; como o papa não tinha herdeiros, beneficiava os sobrinhos que passavam a construir palácios", relatou. "Quando o papa morria, sua família perdia os privilégios e a família do papa que assumia ocupava o lugar e construía novos palácios". Essa prática do papado de então teria do origem ao termo nepotismo, que vem da palavra "nipote", que significa sobrinho, neto.
A comitiva do presidente demorou-se cerca de duas horas no Museu Borghese, que funcionou normalmente hoje.


