Maceió, 18 (AE) - Indícios apontados pelos delegados para o duplo homicídio:
A- Exame residuográfico: não há provas nos autos de que Suzana efetuou algum disparo com arma de fogo;
B- Forma precipitada da conclusão da tese de crime passional, na primeira fase do inquérito policial; C- teste de audibilidade em testes realizados: nos autos fica provado que os disparos eram audíveis, os seguranças de PC mentiram quando disseram que não ouviram os disparos;
D- Estatura de Suzana: falha no laudo de Palhares sobre a verdadeira altura de Suzana;
E- Correlação entre trajeto e trajetória, quanto a postura de Suzana;
F- posição ativa de Suzana, no momento em que recebeu o disparo. Ela estava em movimento e não sentada, como atesta o laudo de Palhares;
G- posição atípica em que foi encontrada a arma do crime, longe das mãos de Suzana;
H- Voz masculina sussurrando na caixa postal do telefone celular do dentista Fernando Colleone;
I- Ausência de respingos de sangue na arma do crime;
J- Desaparcimento do aparelho de telefone celular de Suzana, que estava com ela no banheiro, no dia do crime;
K- Subtração de documentos no local do crime;
L- Documentos pessoais de Suzana, tais como título de eleitor, carteira de identidade e CPF, que estavam na sua bolsa e apareceram rasgados no local da assinatura;
M- Defesa exacerbada do deputado Augusto Farias aos seguranças, bem como subsidiando financeiramente tal defesa;
N- Ataques de Augusto de Farias às autoridades investigantes, atrapalhando e tumultuando as investigações;
O- Utilização do jornal Tribuna de Alagoas, da família Farias, para defender a tese de crime passional;
P- Transcrição das fitas microcassete e videocassete, onde é comprovada tentativa de suborno por parte de um funcionário da Tribuna em nome de Augusto Farias;
Q- Uniformidade de depoimentos testemunhais, atestando o fato de Suzana ter escoriações e hematomas no corpo quando foi encontrada morta;
R- Farsa no arrombamento da janela do quarto, que foi aberta por dentro e não por fora, como disseram os seguranças; S- Proibição de Augusto Farias quanto a entrada de familiares de Suzana na casa de PC, no dia do crime; T- Informação do padastro de Suzana, Eraldo Lisboa, quanto ao comentário do segurança Reinaldo, sobre o fato de visto encontrado a namorada de PC com vida, na manhã do crime, no quarto do empresário; U- Depoimentos testemunhais (das irmãs de Elma farias) que confirmaram as discussões entre Augusto Farias e PC por questões financeiras; V- Suzana não costumava usar sutiã, menos ainda quando ia dormir -mas foi encontrada morta de sutiã;
W- O lapso de tempo entre a morte de PC e Suzana; X- Depoimentos testemunhais que confirmam que Suzana no dia da sua morte estava alegre e fazendo planos para viajar;
Y- Não confirmação do romance entre PC e a modelo Cláudia Dantas; Z- O ex-sargento PM Flávio Almeida (secretário de PC) e Iran Nunes (amigo de Suzana) afirmarem ter tomado conhecimento das mortes na manhã de sábado: o primeiro entre 10h30 e 11h, enquanto o segundo, por volta das 10h, na cidade de Pão de Açúcar (a 246 quilômetros de Maceió).

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