Brasília, 18 (AE) - Os advogados Teresa Dóro, Nivaldo Dóro, Pedro Pessoto Neto e Waldemar Soares Lima Júnior, que representam o médico-legista Fortunato Antônio Badan Palhares, encaminharam hoje um pedido urgente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele não corra o risco de ser preso ao depor perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico.
Responsável pelo laudo que fundamentou o primeiro inquérito sobre a morte de Paulo César Farias, o médico deveria prestar depoimento hoje em Campinas aos deputados da CPI do Narcotráfico. Mas devido a um problema renal, não compareceu. O depoimento foi transferido para a próxima semana.
Os advogados de Palhares temem que a CPI determine a prisão dele sob o entendimento infundado de que o legista não quer depor, alegando que está doente. Eles também afirmam que o receio do médico procede já que nesta semana um advogado e um delegado de polícia que prestaram depoimento perante a CPI deixaram o local algemados.
No pedido encaminhado ao STF, os advogados sustentam que o deputado Pompeo de Matos deu entrevistas alardeando a notícia de que Palhares seria preso. Esse tipo de conduta, segundo os advogados, deixa evidente o propósito de fazer com que o legista seja levado a plenário para que, diante das câmeras de TV, seja preso.

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