Brasília, 18 (AE) - Quatro advogados do médico-legista da Unicamp Fortunato Antonio Badan Palhares - convocado para depor na CPI do Narcotráfico, em Campinas (SP), sobre denúncias de falsificação de laudos - apresentaram há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de habeas-corpus. Os advogados querem que medida liminar seja concedida em caráter "urgentíssimo" para que o legista possa comparecer e depor sem correr o risco de ser preso.
No pedido, os advogados afirmam que Palhares teve problemas renais e teve que ser sedado com morfina. Com o pedido de habeas-corpus, os advogados apresentaram ao STF um atestado médico. Eles informam aos ministros do Supremo que Palhares foi novamente hospitalizado, na manhã de hoje, por causa do mesmo problema, "por que as dores se intensificaram, ultrapassando o limite suportável, estando inclusive prevista a necessidade de se submeter à cirurgia, o que ocasionou sua internação pelo período mínimo de três dias".
Acrescentam os advogados que, por causa da recaída de Palhares, "o temor (dele) aumenta", porque não vai poder comparecer à comissão, e essa "poderá tomar medidas coativas ilegais, ou seja, mais precisamente representar pela decretação da prisão do paciente, sob o entendimento infundado de estar pretendendo furtar-se a depor".

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