Nova York, 18 (AE-DOW JONES) - Os contratos futuros de petróleo não conseguiram superar o nível de US$ 26,80 o barril - que seria a máxima desde a Guerra do Golfo em 1997 - e fecharam em baixa na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Os contratos de petróleo para dezembro chegaram a atingir a mínima de US$ 25,75 o barril, uma queda de US$ 0,85 que quase reverteu os ganhos obtidos ontem.
"Subimos tão rápido nas últimas sessões, que as pessoas estão agora procurando algum motivo para realizar lucros. Não superar o nível de US$ 26,80 foi o motivo que o mercado esperava", disse um trader.
Entre o dia 1º de novembro e a quarta-feira, os contratos de petróleo para dezembro subiram mais de US$ 4,00 o barril, resultado das previsões dos analistas que acreditam na possibilidade de escassez da oferta.
O acordo de redução da oferta das nações pertencentes a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a forte demanda mundial têm deixado muitos analistas preocupados com a possibilidade de falta de petróleo e seus derivados no ano 2000.
Esses temores são com relação ao médio prazo, no entanto, nesta semana ocorreram fatos que aumentaram as preocupações no curto prazo. Ontem, a maior refinaria no hemisfério ocidental teve de ser fechada por causa do furacão Lenny.
A unidade Hovesna, que tem capacidade de processar 525 mil barris por dia, uma joint-venture entre a Amerada Hess Corp. e a Petroleos de Venezuela, somente deverá retomar sua total capacidade em cinco dias.
Além disso, as atividades da Shell na Nigéria tiveram de ser interrompidas por causa de distúrbios locais. Para completar, o relatório desta semana do American Petroleum Institute revelou que houve uma queda nos estoques de petróleo dos Estados Unidos.
Os contratos de petróleo para dezembro fecharam a US$ 25,80 o barril, queda de US$ 0,80. A mínima foi de US$ 25,75 e a máxima, US$ 26,80.





