Sleptsovskaya, Rússia, 18 (AE-AP) - Artilharia e jatos russos atacaram à distância áreas da Chechênia ao mesmo tempo em que o enviado da ONU, Sadako Ogata, verificava a miséria dos campos de refugiados que fugiram da república separatista.
A visita de Ogata, que tem como objetivo expressar a preocupação internacional com o sofrimento de civis abatidos pelo conflito checheno, ocorreu enquanto o presidente russo, Boris Yeltsin, participava de uma reunião da OSCE em Istambul, na Turquia.
Os ataques russos contra a Chechênia já levaram 215 mil chechenos a buscar refúgio em outros locais, milhares deles acabando em caóticos campos de refugiados na vizinha Ingushétia, os quais foram visitados hoje por Ogata.
Ao vistoriar os campos, o enviado das Nações Unidas era procurado por refugiados que queriam contar sua história. "Estamos todos doentes, adultos e crianças, e quando os médicos aparecem, dão aspirina para curar qualquer doença", disse Khavash Elbiyev, de 46 anos, um refugiado da vila de Gikhi, no sudoeste da Chechênia.
Durante a visita de Ogata, era possível ouvir o barulho de artilharia vindo do lado checheno.





