Nova York, 18 (AE-ANSA) - Depois de um ano de acalorados debates, a Casa Branca e os líderes republicanos no Congresso concordaram hoje (18) com um corte nos gastos previstos pelo orçamento da União. O acordo, considerado pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, como "uma vitória para todos os norte-americanos", prevê uma redução de 0,38% no orçamento federal, o que representa uma economia próxima de US$ 1,3 bilhão este ano. Segundo a edição de hoje do The New York Times, citando o senador republicano Pete Domenici, presidente da Comissão de Orçamento, pouco antes da meia-noite de ontem, os dois lados resolveram excluir do corte o pessoal militar e dar à Casa Branca a flexibilidade que ela pediu para reduzir os gastos nos outros órgãos do governo.
O Congresso norte-americano trabalha segundo a resolução que prevê sessões ininterruptas, mantendo o governo em funcionamento sem um orçamento concreto até a meia-noite. Segundo as normas de urgência urgentíssima que membros do Congresso chamam de "lei marcial", a Câmara precisa aprovar o pacote final, que contém os últimos cinco dos 13 projetos de gastos do ano passado, e encaminhá-lo ao Senado.
Depois se prevê outra batalha no Senado. Ela envolve, por exemplo, controles de preços para criadores de gado leiteiro, assunto tão crucial para os combatentes que eles ameaçam fechar o Senado, obstruir qualquer projeto orçamentário definitivo e manter o Congresso em sessão até dezembro.

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