Assunção, 18 (AE-AP) - A associação de produtores rurais do Paraguai solicitou ao presidente Luis González Macchi a proteção de suas propriedades, invadidas nos últimos tempos por grupos de sem-terra.
"São simples arruaceiros que buscam tirar vantagens pessoais deste tipo de atividade ilegal", disse à imprensa Federico Cainzo Suárez, presidente da Associação de Produtores de Gado Nelore e membro da Associação Rural do Paraguai.
Ao mesmo tempo, Suárez criticou o governo porque "não faz nada para nos dar proteção...Vamos exigir que cumpra a lei, que garanta nosso trabalho e nossas propriedades".
No último fim de semana, um grupo de cerca de 1 mil sem-terra invadiu a fazenda Nueva Esperanza, de 33 mil hectares, localizada no departamento de San Pedro, a cerca de 300 quilômetros ao norte de Assunção. A fazenda é de propriedade de um grupo de empresários brasileiros encabeçado por Evaldo Emilio Araújo, que pediu ajuda na embaixada brasileira em Assunção.
No domingo, a polícia chegou para desalojar os invasores, que responderam disparando armas de fogo e atacando os agentes com paus e pedras. Depois de três horas de conflito, os sem-terra foram expulsos do local. Segundo a mídia local, pelo menos um invasor foi morto e dezenas ficaram feridos.
Também hoje, o bispo Mario Medina, da diocese de Misiones, no centro do Paraguai, criticou a má distribuição de terras no país
já que, segundo ele, 1% da população possui 70% das propriedades.
Em declarações ao jornal Noticias, o bispo considerou "abusiva, desafiante, indigna e explosiva" a concentração de terra nas mãos de uma ínfima parte da população.





