PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Eliane Azevedo 
Rio, 18 (AE) - O Ministério Público Federal deu um ultimato à Eletronuclear, responsável pela operação da usina nuclear Angra 1: a empresa tem 30 dias para trocar as sirenes de alerta à população, para uso em caso de acidente. Caso isso não seja feito o MPF vai entrar com uma ação pedindo a interdição da usina. A medida está no relatório preparado pelo procurador da República Daniel Sarmento, que, no último dia 11, acompanhou o Exercício Geral de Emergência da Central Nuclear de Angra, em Angra dos Reis, RJ.
O procurador constatou que, durante o exercício, o alarme não foi ouvido em diversos pontos do município de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio. Trata-se das chamadas "zonas de sombra". A sirene indica o início imediato da retirada de pessoas da cidade. "Não ouvi, nem ouvi nada e a essa altura, já estaria contaminado", disse o aposentado Luiz Carlos de Andrade
que passava de bicicleta pela movimentada Praia do Frade no momento do teste.


