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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Cida Oliveira, especial para a AE 
São Vicente, SP, 18 (AE) - Oito pessoas foram executadas dentro de uma casa, hoje, em São Vicente, no litoral paulista. Três vítimas eram adolescentes. A polícia local trabalha com pelo menos duas hipóteses para tentar esclarecer essa que foi uma das maiores chacinas já registradas na Baixada Santista: vingança ou acerto de contas entre traficantes. A chacina ocorreu durante a madrugada, no Jardim Rio Branco, um bairro extremamente carente, situado às margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na área continental do município.
Por volta das 2 horas da manhã três homens armados e com os rostos a mostra invadiram a casa localizada na Avenida Deputado Ulisses Guimarães, uma das principais do bairro. Segundo Amara Cecília da Silva, de 69 anos, os criminosos preservaram as cinco crianças que estavam na casa, colocando-as em um quarto junto com ela. Em seguida, jogaram as vítimas no chão, de bruços, e executaram todas com tiros na nuca. Segundo o investigador do 1º Distrito Policial, Hélio Pereira, onde o caso foi registrado, as crianças foram preservadas da violência, mas entraram em pânico ao ouvirem os disparos.
"Das oito pessoas baleadas, sete morreram no local. A Vera Lúcia da Silva chegou a ser levada para o PS do Humaitá, mas faleceu em seguida", contou. Entre as vítimas estavam Ana Carlota da Silva, que hoje completaria 20 anos; João Henrique da Silva; José Haroldo da Silva; Maria Alice da Silva, de 48; e os adolescentes J.G.R.R., 16 anos, e os irmãos D. e G.B.F., de 14 e 13 anos.
Durante toda a tarde de hoje, a equipe de investigadores do 1º DP, junto com o delegado Juvenal Marques Ferreira Filho, estiveram em diligência no local, ouvindo depoimentos para tentar esclarecer os motivos da chacina e identificar os responsáveis. A criminalidade na área continental de São Vicente é das mais elevadas da região, onde a polícia tem constatado aumento da violência em função do desemprego e do tráfico de drogas.


