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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 18 (AE) - Previsto para terminar hoje, o julgamento do ex-policial Valdeir Rezende dos Santos, acusado de participação na chacina de Vigário Geral, não havia acabado até o início da noite de hoje. Às 18 horas as duas testemunhas arroladas pela defesa do ex-PM ainda não haviam sido ouvidas. Durante toda a manhã de hoje o juiz José Geraldo Antônio ouviu Ivan Custódio, ex-informante da polícia e testemunha-chave do caso. Custódio identificou o grupo responsável pela chacina, em 30 de agosto de 1993, que deixou 21 mortos. Quatro ex-policiais já foram condenados e doze, absolvidos.
O julgamento de Santos começou na tarde de quarta-feira no 2.º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O ex-policial foi denunciado por 21 homicídios duplamente qualificados e quatro tentativas de homicídio duplamente qualificado. Ontem foram ouvidos Valdir Inácio e Ubirajara Santos, da acusação, que estavam na favela de Vigário Geral na noite da chacina. Depois de Ivan Custódio, falaram o major Denisar Quintas dos Santos, e Valmir Alves Brum. Haverá exibição de fitas de vídeo durante o julgamento.
De acordo com denúncia feita pelo Ministério Público, além de Santos, que é o 17º réu a ser julgado, 32 outros policiais participaram do crime. Santos está sendo defendido por dois defensores públicos desde que foi abandonado por seu advogado. Ele alegou inocência perante o juiz. "Me considero um injustiçado, sou inocente", afirmou.
Santos contou que estava em um clube com a namorada na noite das mortes. Ele afirmou ter ingressado na Polícia Militar com 20 anos e permanecido na corporação por 23 anos antes de ser expulso, sem "nunca ter se envolvido com atividades criminosas".


