São Paulo, 18 (AE) - As entregas comerciais na cidade de São Paulo poderão ser feitas à noite, desde que negociações entre representantes de supermercados, transportadoras e técnicos em transporte da Prefeitura terminem em um acordo. As conversas começaram há alguns meses e, apesar de essa medida ter sido discutida várias vezes no passado e não ter sido colocado em prática, o secretário municipal dos Transportes, Getúlio Hanashiro (PMDB), acredita que há condições para que a proposta avance desta vez.
"Acho que a chance é muito maior de o acordo ocorrer, porque desta vez foram as entidades de classe dos setores envolvidos que nos procuraram para encontrar um consenso", justificou Hanashiro. Ele explicou que o principal problema dos atacadistas, revendedores e empresas de transporte de cargas é o custo. De acordo com Hanashiro, uma entrega que deveria ser feita em 30 minutos tem demorado pelo menos uma hora por causa do congestionamento médio da cidade. "O problema, agora, é de aumento de custo", completou o secretário dos Transportes.
Os técnicos da Prefeitura ainda não definiram qual seria o horário mais indicado, mas a intenção é que seja depois do pico da noite. Levantamento interno da Secretaria Municipal dos Transportes mostra que, o congestionamento médio em São Paulo no horário do pico noturno, deve aumentar pelo menos 10,2%. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está concluindo estudo para alterar o limite de velocidade em várias ruas e avenidas da cidade, que poderá aumentar ou diminuir de acordo com nível de trânsito e as condições da via. A princípio, a maioria das ruas e avenidas devem ter a velocidade elevada em 10 km por hora. Isso deve ocorrer nas avenidas Sumaré e Ricardo Jafet, entre outras.
Na Avenida 9 de Julho, o limite deve ser reduzido de 60 km por hora para 50 km em alguns trechos. Hanashiro disse que a intenção desse estudo, que não tem data prevista para ser entregue ao prefeito Celso Pitta (PTN), não é aumentar a velocidade média das vias da cidade. "Queremos adequar o limite de velocidade ao nível de segurança e tecnologia da frota em circulação", disse. Rodízio nas férias - No ano 2000, os paulistanos terão de respeitar a tabela do rodízio municipal também nas férias escolares de julho. A restrição, que vale no centro expandido da cidade, foi suspensa no mesmo período. Além da reclamação da população, a análise do resultado indicou aumento do congestionamento médio. O decreto municipal que regulamenta a Lei do Rodízio Municipal terá de ser alterado para manter a restrição naquele mês.

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