São Paulo, 18 (AE) - Em 20 de fevereiro deste ano, cerca de 15 dias depois de ter denunciado um esquema de irregularidades para ajudar na eleição do então deputado estadual eleito Hanna Garib, o camelô Afonso José da Silva, presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes, foi atingido por quatro tiros, na região do abdome e do tórax.
Silva sofreu o atentado por volta das 18h30, quando abria a porta do sindicato, onde também morava, para dois homens. Mais tarde, três pessoas foram presas e confessaram participação no crime: o ex-policial militar Anidosvaldo de Assis Pereira, conhecido como Assis, o camelô Marcelo Henrique da Silva Bento e Bernardo Nascimento, o Piauí.
Os três foram denunciados pelos promotores Márcio José Lauria Filho e Adriano Ricardo Claro e responderão a processo por tentativa de homicídio. Bento, que foi a primeira pessoa a ser presa, em 28 de fevereiro, disse à polícia que quem contratou os atiradores e ele próprio foi o ex-PM Assis. Pelo serviço, o grupo receberia R$ 1 mil, que seriam divididos.





