São Paulo, 18 (AE-Dow Jones) - A Standard & Poors informou que retirou a cidade do Rio de Janeiro da observação negativa e afirmou o rating B+ para os títulos em dívida estrangeira emitidas pelo governo municipal. O cenário é estável. De acordo com a S&P, "o rating fica em B+, o mesmo rating destinado à dívida em moeda estrangeira do Brasil". De acordo com a nota divulgada pela S&P, a cidade do Rio de Janeiro apresenta as seguintes caracteríticas: "O Rio de Janeiro é a maior cidade do estado e a segunda maior do Brasil, com uma população de 5,6 milhões, aproximadamente 42% do total da população do estado.
A área metropolitana do Rio tem uma população total de 10,1 milhões. A população da cidade e da região tem se mantido relativamente estável crescendo 1,9% e 3,1%, respectivamente, desde 1991. A base econômica da cidade é caracterizada por uma taxa de participação de 56%, resultando na existência de uma grande economia informal dentro da cidade e na área metropolitana. Enquanto a cidade tem uma base de emprego relativamente bem diversificada, o emprego tem estado estagnado desde 1991, pois o crescimento no comércio e no setor de serviços não tem tido a magnitude necessária para resultar no crescimento do emprego, dada as contínuas perdas no setor manufatureiro. Os serviços continuam sendo o setor que mais emprega, respondendo por aproximadamente 40% do emprego. O emprego no setor manufatureiro caiu para 250.377, de 294.991 em 1991.
O setor público continua a ser um empregador significativo. Apesar desse setor ter reduzido o número de empregados para 408.579, de 443.579 em 1991, continua a dar emprego a 21% dos assalariados com registro. A atual performance financeira da cidade permanece estável, gerando um balanço em conta corrente (receita menos despesas) de R$ 322 milhões em 19 98 (12% das despesas correntes). Por causa dos pesados gastos de capital realizados ao longo dos últimos anos, a dívida da cidade vem crescendo. No entanto, a dívida total cresceu ligeiramente para R$ 2,5 bilhões em 1998, de US$ 2,4 bilhões em 1997. O serviço da dívida como um percentual da receita corrente tem permanecido em cerca de 22% em 1998. As áreas de prioridade do Rio são relativamente altas, incluindo moradia, saúde, educação, segurança, transporte público e meio ambiente".

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