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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 18 (AE) - O presidente do BankBoston no Brasil
Geraldo Carbone, disse hoje, em Curitiba, que espera um crescimento econômico de 3% no próximo ano e uma inflação entre 6% a 8% no Brasil. "Não endossamos as previsões alarmistas." Carbone espera que a balança comercial brasileira tenha um superávit de US$ 7 bilhões, baseada na melhoria das exportações agrícolas e de produtos industrializados. Ele entende que a resposta econômica brasileira este ano foi "muito melhor que o esperado logo depois da desvalorização do real".
Para ele, a taxa de crescimento próxima de zero e a de inflação entre 8% e 9%, previstas para este ano, não podem ser menosprezadas. A única má notícia, de acordo com o presidente do banco, é a frustração de expectativa na balança comercial. "Mas se frustrou este ano, pode superar as expectativas no próximo", disse.
Carbone avaliou que no País há "um certo terrorismo" em cima do tema inflação e não existe alta generalizada de preços. " O que ainda há é um repasse da desvalorização cambial do início do ano, que é um elemento a ser monitorado", afirmou. "Os aumentos de preços são pontuais." Segundo ele, é preciso olhar "o centro, o miolo da inflação". "Teve ligeira alta, mas nada que justifique o pânico dos últimos dias", ponderou dizendo que a elevação da taxa de juros vem acontecendo no mundo todo. "No Brasil, a taxa apenas parou de cair", disse. "Mas nós temos a idéia de que aqui está fora do mundo, temos uma neurose isolacionista meio complicada."
De acordo com Carbone, não há nenhum crescimento econômico acelerado, mas também não há problemas macroeconômicos que levem a pensar em aumento exagerado de preços. "Mas nós vamos viver um certo tempo criando fantasmas."
Apostando no crescimento do próximo ano, o BankBoston pretende aumentar o número de clientes pessoas físicas de 145 mil para 200 mil e o número de cartões de crédito de 400 mil para 550 mil. A estrutura de agências, que teve um aumento de cinco para 63 entre 1985 e 1998, deve permanecer a mesma. "O cliente demanda cada vez menos a agência", afirmou Carbone.
O presidente do BankBoston disse que o telefone e principalmente a Internet proporcionam aconselhamento e conveniência "que é o que o cliente busca na agência". O Brasil é onde a matriz do banco tem maiores expectativas de crescimento.


