São Paulo, 18 (AE-Dow Jones) - A Standard & Poors anunciou em Nova York que removeu da situação de observação, para possível rebaixamento, o rating B+ para os títulos em moeda estrangeira emitidos pelo Estado do Ceará. O rating foi reafirmado e sua perspectiva é estável. Segundo a S&P, a classificação do Ceará é limitada pelo rating da dívida em moeda estrangeira do Brasil, que é B+.
Para a agência, "os pontos positivos do Ceará em termos de crédito são: - um plano de desenvolvimento econômico agressivo, que vem provocando, desde 1991, taxas de crescimento superiores à média nacional, com US$ 5 bilhões de investimento privado e a criação de mais de 450 mil empregos; as perspectivas de crescimento no futuro continuam favoráveis, apesar das dificuldades econômicas enfrentadas recentemente pelo Brasil; - superávits operacionais nos anos fiscais de 1997 e 1998; historicamente, esses superávits ficaram entre 18% e 35% da receita, permitindo investimentos financiados de forma significativa com capitais internos; - uma equipe de administração profissional e progressista, comprometida com um orçamento operacional equilibrado e com a continuidade de seu programa de investimentos estratégicos; - uma carga de dívida moderada e planos administráveis de endividamento futuro."
A S&P ressalvou que seu rating "incorpora os seguintes riscos de crédito: uma economia com pouca diversificação e profundidade, apesar do crescimento impressionante exibido ao longo desta década; a renda per capita, medida pelo PIB per capita, é metade da média nacional e está significativamente abaixo da maioria dos Estados classificados; pouca flexibilidade de receita (aproximadamente 55% da receita do Estado resulta do ICMS, o qual dá pouca flexibilidade na captação de recursos, devido a restrições impostas pela Constituição.
Além disso, embora a arrecadação de impostos continue a melhorar, o nível de evasão permanece um problema; pouca liquidez; uma infra-estrutura subdesenvolvida, que requer investimentos significativos no futuro; passivos previdenciários que o Estado está começando a cobrir, usando, em parte, recursos obtidos com a privatização de estatais."

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