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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Soraya de Alencar 
Brasília, 18 (AE) - Nos primeiros dezesseis dias de novembro, os ingressos de investimentos diretos no País chegaram a US$ 1,6 bilhão. Com estes recursos, o total de investimentos diretos este ano foi de US$ 25,4 bilhões. Segundo estimativas do chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, até o final do ano o volume destes recursos investidos no Brasil poderá superar os US$ 27 bilhões já revelados pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier.
Diferentemente de anos anteriores, segundo Lopes, o maior volume de investimentos diretos, em torno de 60%, tem sido destinado ao setor de serviços, enquanto os outros 40% têm sido destinados à indústria. Até o ano passado, era o inverso. Lopes destacou que somente este ano o setor de turismo recebeu US$ 60 milhões para aplicações em hotelaria e recreação. Ele lembrou que até 98 os recursos externos investidos em turismo eram praticamente nulos. "Estão sendo descobertos novos nichos de investimento", afirmou.
No mês de outubro, os investimentos diretos foram de US$ 2,12 bilhões, chegando a US$ 24,8 bilhões nos primeiros dez meses do ano. No mesmo mês do ano passado, estes investimentos bateram recorde, chegando a US$ 3,8 bilhões, mas no total acumulado do ano estavam em US$ 21,5 bilhões. Para o próximo ano
o governo trabalha com a expectativa de receber entre US$ 25 e US$ 26 bilhões. A diferença em relação a este ano, segundo Lopes
será causada pelos ingressos menores destinados à privatização. Somente com a venda de empresas estatais este ano o governo recebeu US$ 8,3 bilhões em investimentos diretos.


